
Localiza e Unidas
Estratégia & NichosAquisições: quando a aprovação da fusão custa financiar um novo concorrente
Localiza e Unidas queriam virar uma só empresa.
Locação de veículos
A maior fusão do setor só foi aprovada com a condição de financiar um concorrente novo.
A fusão entre Localiza e Unidas mostra que uma operação pode estar fechada entre as partes e ainda assim ter um preço a ser pago depois: o preço da aprovação regulatória. O case explica como a autoridade antitruste olha o mercado que sobra e o que são remédios estruturais.
Em setembro de 2020, Localiza e Unidas anunciaram a fusão das operações. O negócio criaria de longe a maior locadora de veículos do país — e foi justamente esse tamanho que travou a aprovação.
O Cade calculou que, juntas, as duas empresas concentrariam cerca de 70% do mercado de aluguel de carros para pessoa física. Em dezembro de 2021, o Tribunal aprovou a fusão por três votos a dois e sob condição: vender parcela relevante da frota, abrir mão da marca Unidas e desfazer-se de lojas de seminovos.
Em junho de 2022, um fundo da Brookfield, que controla a locadora Ouro Verde, foi aprovado como comprador de cerca de 49 mil veículos por R$ 3,6 bilhões. A fusão foi concluída em 1º de julho de 2022, com os acionistas da Localiza ficando com cerca de 77% da nova companhia.
Anúncio da fusão
2020
Concentração calculada
~70% (PF)
Frota vendida
~49 mil veículos
Valor do desinvestimento
R$ 3,6 bi
Aquisições
O desenho da operação teve de prever a venda de ativos, marcas e lojas como parte do preço da aprovação.
Ler o caseRegulatório
A autoridade antitruste avalia o mercado remanescente, não apenas quem compra.
Ler o caseNegociação
Mapear risco regulatório antes da assinatura evita descobrir o custo real dois anos depois.
Ler o case
Localiza e Unidas
Estratégia & NichosLocaliza e Unidas queriam virar uma só empresa.