
Lupo
Jurídico & SocietárioTributação: por que indústrias brasileiras estão montando fábrica no Paraguai
No Brasil, um empresário trabalha cerca de seis meses por ano só para pagar imposto.
Indústria têxtil
A centenária brasileira que abriu sua primeira fábrica fora do país — do outro lado da fronteira.
A Lupo é a porta de entrada para um movimento silencioso: a migração de indústrias brasileiras para o regime industrial do Paraguai. O case compara carga tributária, previsibilidade e o que precisa ser analisado antes de decidir atravessar a fronteira.
Fundada em 1921, a Lupo é a maior fabricante de meias do Brasil e passou um século produzindo em território nacional. Em janeiro de 2025 inaugurou sua primeira fábrica fora do país, em Ciudad del Este, no Paraguai: R$ 30 milhões investidos e 350 empregos diretos previstos.
Ela não está sozinha. Em 2024, 71% das fábricas instaladas no regime industrial do Paraguai eram de empresas brasileiras. A Guararapes, dona da Riachuelo, também foi. Têxtil, calçados, autopeças e metalurgia seguiram o mesmo caminho.
O motivo é aritmético. No Paraguai, a alíquota máxima de imposto de renda empresarial é de 10%; no Brasil, chega a 34%. Com a Reforma Tributária, a conta ficou ainda mais pesada para quem distribui lucro ou tem operação internacional.
Fundação
1921
Primeira fábrica no exterior
2025
Investimento
R$ 30 mi
Fábricas brasileiras no regime
71% (2024)
Tributação
Diferença de alíquota e previsibilidade explicam a decisão melhor do que custo de mão de obra.
Ler o caseEstrutura
Operar no exterior exige desenho societário, preço de transferência e regras de importação.
Ler o caseDecisão
Antes de cruzar a fronteira, é preciso testar as alternativas legais que existem dentro do Brasil.
Ler o case
Lupo
Jurídico & SocietárioNo Brasil, um empresário trabalha cerca de seis meses por ano só para pagar imposto.