A empresa familiar que entrou numa categoria dominada por gigantes usando garrafa PET e um nome próprio.
A Baly nasceu como distribuidora de cachaça e vinho em Tubarão, no sul de Santa Catarina, e virou uma das maiores marcas de energético do Brasil sem capital externo. O case mostra como uma escolha de embalagem abriu um público inteiro e por que, quando um negócio se reinventa, o ativo que sobra é a marca registrada.
Em 1997, uma família de Tubarão (SC) montou uma empresa para vender cachaça e vinho. Foi isso por mais de dez anos: um negócio regional de bebidas, sem indústria própria de grande porte e sem qualquer relação com a categoria de energéticos.
No Carnaval de 2009 apareceu a chance de vender energético. Faltava um detalhe decisivo: a empresa não tinha estrutura para envasar em lata, o padrão do setor. A saída foi a garrafa PET, mais barata — e, com ela, um público que nunca havia comprado energético porque achava caro.
O energético cresceu tanto que engoliu o resto do negócio. A empresa virou líder no Sul, e em 2025 passou a Red Bull em volume no Brasil, ficando atrás apenas da Monster. Marca 100% brasileira, familiar, de capital fechado, com faturamento projetado na casa dos bilhões.